
Origem e função socialO jongo é uma dança de origem africana da qual participam homens e mulheres. O canto tem papel importante no desafio versificado - nos “pontos” - e a música é para dança, para facilitar os movimentos, o que é uma função rítmica. Os instrumentos são de percussão - membranofônios - mais adequados à música primitiva; há também idiofônios. Em poucos lugares do Brasil ela sobrevive, e nesses núcleos, onde houve maior densidade de população negra escrava, possivelmente oriunda de Angola, ainda (o jongo) exerce uma função derivativa, recreacional para os habitantes do meio rural, nos agrupamentos urbanóides.Localização geográficaNo sul do país, na região cafeicultora e na franja paulista, fluminense e capixaba da região da ubá, a dança do jongo é sem dúvida a mais rica herança da cultura negra presente em nosso folclore.O jongo arraigou-se nas terras por onde andou o café. Surgiu pela baixada fluminense, subiu a Mantiqueira e persiste no “vale do sol” e dos formadores do rio Paraíba do Sul: Paraibuna e Paraitinga. Entrou também pela Zona da Mata mineira. No Estado montanhês o jongo é conhecido por Caxambu, aliás denominação dada também ao instrumento fundamental dessa dança - o atabaque grande, membranofônio ora chamado tambu, ora angona, ora caxambu. Denominação essa só adstrita ao jongo, porque ele tem muitos outros nomes pelo Brasil afora, noutras danças e cerimônias. Presente em Goiás e Espírito Santo.Percorremos em estudos sociológicos de comunidades rurais vários municípios fluminenses e paulistas do vale do Paraíba do Sul, onde encontramos o jongo. Nas páginas adiante descreveremos os de Taubaté. Em mais de dezoito municípios da citada região, pequenas são as variações, assemelham-se com qualquer um dos descritos. Porém, dentre todos os que presenciamos, o que mais nos impressionou por ser diferente, foi o de Areias - uma das “Cidades mortas paulistas” descritas por Monteiro Lobato.
No pátio fronteiro à velh
a cadeia pública, realizou-se um jongo em dezembro de 1947. Os dançantes ficavam em hemiciclo ao lado do instrumental, entrando na frente destes, numa área até aquele momento sem ninguém, um dançador solista que fazia os mais complicados passos. Retirava-se. Vinha outro solar.O solista dançava defronte de uma dama. Esta por sua vez, segurava delicadamente na saia e ficava, sem quase sair do lugar, num gingar ondulante de corpo, acompanhando as mil e uma viravoltas, meneios e requebros que o jongueiro solista executava. Ela apenas “aceitava a dança”, aquele requesto, aquele galanteio coregráfico, não dançava, continuava a cantar o ponto que todos estavam cantando.Noutros municípios onde participamos do jongo, jamais tínhamos visto uma dança assim: era uma variação diferente. Ali idênticos eram: o instrumental, as músicas, os “pontos”. A dança era completamente diferente. Anotamos e ficamos “ruminando” sobre o assunto.JONGO DE TAUBATÉ
É uma dança de roda, cuja coregrafia não se confunde com a do Batuque, visto esta ser dançada em linha, embora ambas sejam de origem africana, e usando os mesmos instrumentos membranofônios de percussão.Os jongueiros eram homens de cor preta, uns poucos brancos que se intrometeram.A pessoa que dirige a dança é popularmente chamada “o dono do jongo”, e em geral ela é a proprietária dos instrumentos.
Este BLOG foi feito pelo os alunos do 1ºC:
Hiago
Ramon
Rodrigo
Vinicius G.
Vinicius L.
Professor Claumir
A Relaçãõ entre TV e CIRCO.
Esta pesquisa é resultado de leituras e da observação de programas para verificar como é operado um específico contrato de leitura pelo Pânico na TV. Articulam-se autores que trabalham
com a noção de gênero, formatos, contrato de leitura, modos de endereçamento e sistemas de leitura. Trata-se de um objeto de pesquisa inserido numa mudança dos processos de produção midiáticos, compartilhando a publicização das técnicas e do fazer televisivo. A investigação procurou perceber como os quadros apresentados e os animadores do programa desconstroem os processos de produção televisivos; e, da mesma forma, como o programa, através do humor, desnaturaliza a relação entre entrevistador e entrevistado, operando através de linguagens e ações que apresentam uma mudança no status do convidado na televisão.